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Petinha-dos-prados
Anthus pratensis
O aparecimento das primeiras petinhas-dos-prados marca o final da época estival. Esta espécie
omnipresente, mas nem sempre fácil de observar, invade o país no início do Outono e, fazendo jus ao seu
nome, povoa os prados portugueses.
Identificação
A petinha-dos-prados é uma espécie insectívora, facto que pode ser facilmente reconhecido pelo seu bico
fino. A plumagem é castanha esverdeada, o peito é fortemente malhado e as patas são rosadas. Esta
petinha pode confundir-se com outras espécies do mesmo género, mas com alguma prática pode ser
distinguida da
petinha-ribeirinha e da petinha-marítima pela plumagem mais esverdeada e pelas patas
rosadas; da
petinha-dos-campos (espécie estival) pelo peito fortemente malhado; e da petinha-das-árvores
(que também é estival) pela ausência de nuances amareladas no peito e pelos tons esverdeados da
plumagem.
Abundância e calendário
De todos os passeriformes que nos visitam no Outono e no
Inverno, a petinha-dos-prados é certamente um dos mais
abundantes, estando presente em todo o tipo de terrenos
agrícolas, pastagens, incultos ou campos encharcados. Os
primeiros indivíduos surgem por vezes em finais de Setembro, mas
é no mês de Outubro que as petinhas-dos-prados chegam em
grande número ao nosso país, podendo ser observadas ao longo
do Outono e do Inverno. Em Março começam a partir,
desaparecendo as últimas em pirncípios de Abril.
Onde observar

Qualquer local aberto é bom para observar a petinha-dos-prados que é comum na maior parte do
território. Alguns dos locais onde esta petinha é mais fácil de observar incluem:

Entre Douro e Minho - sobretudo as zonas baixas junto à costa, como por exemplo os
estuários do Lima e do Douro, mas também ocorre mais para o interior, como na zona de
Guimarães.

Litoral centroa ria de Aveiro, o paul da Madriz, a lagoa de Óbidos e o cabo Carvoeiro.
Tambem aparece na foz do Lis, na zona de São Martinho do Porto, na barrinha de Esmoriz
e junto às lagoas de Quiaios.

Beira interior - a sua area de distribuição é mal conhecida, tendo já sido observada na
serra da Estrela e na albufeira de Vilar.

Lisboa e Vale do Tejoo estuário do Tejo, particularmente as lezírias da Ponta da Erva e
o paul da Barroca e ainda o cabo Espichel.

Alentejono Alto Alentejo, as zonas da barragem da Póvoa e da barragem do Caia e
ainda a região de Elvas; no Baixo Alentejo, a zona de Beja e as planícies de Castro Verde
e a zona de Mértola; no litoral, o estuário do Sado e a lagoa de Santo André.

Algarveo cabo de São Vicente e a ria de Alvor; a espécie também aparece em
Vilamoura, na Quinta do Lago e na ilha da Barreta (ria Formosa).

Note-se, contudo, que devido à sua abundância esta espécie pode ser observada facilmente em
muitos outros locais
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