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Tentilhão-montês
Fringilla montifringilla
Identificação
Algo semelhante ao seu congénere tentilhão-comum, este é um fringilideo que apresenta plumagens
diferentes no Inverno e Primavera. Por norma, no nosso território, o tentilhão-montês apresenta-se em
plumagem de Inverno, com os machos caracterizados pela cabeça escura, peito e garganta laranjas e
flancos pintalgados. As fêmeas têm a cabeça menos escura, o peito e garganta laranja pálidos, sendo
também visíveis pintas nos flancos. Quando em voo, a característica mais chamativa é a presença de
uropigio branco.
Onde observar

A maioria das observações reporta às zonas norte e centro do território, podendo a espécie
ocorrer igualmente a sul, mas em menor quantidade.

Entre Douro e Minho – os locais com maior número de observações são as lagoas de
Bertiandos e a praia do Camarido, junto ao estuário do Minho. Existem também registos
em Gave, junto a Melgaço.

Trás-os-Montes – existem observações na zona de Miranda do Douro e também perto de
Barca d’Alva.

Litoral Centrofoi já registada a presença desta espécie em Salreu (ria de Aveiro) e
também nas ribeiras junto a Penela.

Lisboa e Vale do Tejo existem observações no cabo Espichel durante a migração
outonal, e no vale do Tejo junto a Abrantes. Contudo, o melhor local deverá ser o paul do
Boquilobo, onde se observaram as maiores concentrações em Portugal.

Alentejoos locais para onde está registada a presença desta espécie incluem
Cabeção, Moura, lagoa de Santo André e Arraiolos. Também já foram observados
pequenos bandos na zona de Alvalade.

Algarve pode ser visto associada a outros fringilídeos quando em passagem pelo cabo
de São Vicente e na península de Sagres. Existe um registo de uma ave que invernou na
ria de Alvor.
Este é um visitante de Inverno que destoa nos dias mais frios com a sua plumagem alaranjada.
Abundância e calendário
Este invernante está associado a «irrupções» de aves que tentam
a escapar aos Invernos mais rigorosos no norte da Europa, pelo
que a sua abundância no nosso território é extremamente variável
de ano para ano. No geral, é um invernante raro, mas em certos
anos surge em grandes números podendo então chegar a ser
localmente comum.De uma forma geral, é mais frequente a norte
que na metade sul do território, sendo muitas vezes avistado
juntamente a outros fringilideos. A melhor época de observação
decorre de Outubro a Fevereiro, por vezes início de Março.
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