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Guincho-comum
Larus ridibundus
Identificação
É uma gaivota relativamente pequena. Por baixo é branca e por cima é prateada. As asas são cinzentas com
um triângulo branco nas primárias. O bico e as patas são vermelhos. A partir de Março os adultos envergam
a plumagem nupcial, facilmente reconhecível pelo capuz castanho, cor de chocolate. Pode formar bandos de
centenas ou mesmo milhares de indivíduos e mistura-se frequentemente com outras espécies de gaivotas.
Pode confundir-se com a
gaivota-de-cabeça-preta, distinguindo-se desta última espécie pela ponta preta
das asas e, quando em plumagem nupcial, pelo capuz preto, e não castanho.

Abundância e calendário
O guincho-comum ocorre em Portugal principalmente como invernante e pode ser observado sobretudo de
Julho a Março. A partir do fim de Junho os primeiros adultos regressam, por vezes ainda em plumagem de
Verão e em Julho aparecem os primeiros juvenis. Como nidificante é claramente raro, havendo registos
isolados de nidificação nos estuários do Mondego e do Sado. Note-se que alguns indivíduos não
reprodutores podem ser observados em Portugal durante a época de nidificação.
Onde observar

Esta pequena gaivota é uma espécie relativamente fácil de observar em Portugal. É mais
abundante junto à faixa costeira, sendo particularmente numerosa nos grandes estuários.

Entre Douro e Minhoespécie facilmente observável nos estuários do Minho, do Lima e
do Cávado, assim como no Cabedelo (estuário do Douro), onde é uma invernante comum.

Trás-os-Montespor vezes ocorre na albufeira do Azibo e no vale do Douro, onde é uma
invernante pouco frequente.

Litoral centrocomum nesta região, sobretudo no estuário do Mondego, no baixo
Mondego e na ria de Aveiro, assim como na lagoa de Óbidos, na baía de São Martinho do
Porto e junto ao cabo Carvoeiro. Ocorre ainda, em pequenos números, na barrinha de
Esmoriz.

Beira interiorocorre regularmente em locais como as Portas de Ródão e a albufeira de
Idanha.

Lisboa e Vale do Tejopode ser observada na cidade de Lisboa, sobretudo na zona
ribeirinha e no vizinho Parque do Tejo. O estuário do Tejo alberga a maior população
invernante, sendo facilmente avistada nesta zona. Também ocorre na lagoa de Albufeira e
na foz do Sizandro, assim como na costa do Estoril. Ocasionalmente aparece na lagoa da
Salgueirinha e no paul da Barroca.

Alentejoespécie regularmente observada no litoral, sobretudo no estuário do Sado, na
lagoa de Santo André e no estuário do Mira. No interior, é frequente nas albufeiras do Caia
e do Alqueva, e na lagoa dos Patos, assim como nas albufeiras de Odivelas e de
Montargil. Também pode ser vista no aterro sanitário de Beja.

Algarvesendo bastante comum nesta região, a sua detecção é fácil em locais como o
Ludo, a Quinta do Lago, a ria Formosa, a reserva de Castro Marim, o estuário do Arade e a
ria de Alvor.
Sendo uma gaivota muito abundante em Portugal, o guincho-comum não cativa geralmente a atenção dos
ornitólogos. No entanto, quem observar esta espécie ao longo do ano, notará que as aves se tornam mais
atraentes a partir de Fevereiro ou Março, quando os adultos vestem o seu capuz cor de chocolate.
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