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Milhafre-preto
Milvus migrans
Caçador, pescador, necrófago e oportunista - todos estes adjectivos podem ser utilizados para descrever
esta ave de rapina, que pode ser vista regularmente a patrulhar as nossas estradas.
Identificação
O milhafre-preto é uma ave de rapina de tamanho médio, que se caracteriza pela plumagem castanha e
pela sua cauda bifurcada. O facto de caçar  frequentemente ao longo das estradas ou sobre planos de água
torna-o bastante conspícuo. pode confundir-se com o
milhafre-real (distinguindo-se deste pela plumagem
mais escura e pela cauda castanha e não ruiva) ou com a
águia-calçada de fase escura (da qual se
distingue pela bifurcação na cauda).

Abundância e calendário
De uma forma geral, o milhafre-preto pode ser considerado bastante comum, embora a sua abundância
varie de umas regiões para outras. É particularmente comum nas Beiras e em certas zonas do interior
alentejano. O milhafre-preto é uma espécie migradora, que está presente no nosso território de Março a
Agosto.
Onde observar

Pode ser visto de norte a sul do país, mais frequentemente nas imediações de zonas húmidas.

Entre Douro e Minho – pouco abundante nesta região, ocorre por vezes junto ao estuário
do Minho.

Trás-os-Montesa melhor zona para encontrar este milhafre é a região de Miranda do
Douro.

Litoral Centro – a cidade de Coimbra, onde se situa a maior colónia de milhafres-pretos
do país, é um excelente local para observar esta espécie. Adicionalmente, ao longo de
todo o vale do Mondego é relativamente fácil encontar este milhafre, por exemplo na
barragem da Aguieira, no paul da Madriz e no paul do Taipal. Também ocorre em Pombal.

Beira interioro milhafre-preto é comum na maior parte da Beira Alta, podendo ser visto
na zona de Celorico da Beira, na albufeira de Vilar, na albufeira de Santa Maria de Aguiar,
na região do Sabugal e ainda em Vilar Formoso. Por vezes também aparece na serra da
Estrela. Na Beira Baixa pode ser observado no Tejo Internacional e na zona de Segura.

Lisboa e Vale do Tejoocorre principalmente ao longo do vale do Tejo, podendo ser visto
por exemplo no estuário do Tejo (zona de Pancas) e no paul do Boquilobo. Também
aparece na zona de Tomar.

Alentejotem uma distribuição ampla na região, sendo mais fácil de observar na metade
interior; pode ser visto com frequência junto às principais barragens (Póvoa, Montargil,
Maranhão, Odivelas e Monte da Rocha). Pode igualmente ser observado nas zonas de
Castro Verde, Mourão e Elvas. Por vezes aparece no aterro sanitário de Beja.

Algarvepouco comum durante a época reprodutora, mas durante a passagem
migratória outonal pode ser visto com regularidade junto ao Cabo de Sao Vicente.
Observa-se também no Ludo durante a época reprodutora e na passagem migratória.
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