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Pardal-espanhol
Passer hispaniolensis
Quem passe pela Beira Baixa ou pelo interior alentejano, não pode deixar de reparar nos ninhos de
cegonha-branca nos postes telefónicos junto à estrada. Muitos destes ninhos servem de suporte a colónias
de pardal-espanhol, construídas por baixo dos mesmos, num interessante caso de comensalismo.
Impressionantes são também as colónias desta espécie, cuja frenética actividade pode ser ouvida a grande
distância.
Identificação
Superficialmente parecido com um pardal-comum. Durante a época de nidificação, os machos distinguem-
se facilmente dos de pardal-comum pelo grande “babete” preto, pelos flancos riscados e pela coroa
castanha e não cinzenta). As fêmeas são muito semelhantes às de pardal-comum, por vezes com os
flancos levemente riscados. No Inverno, as cores encontram-se mais apagadas e a identificação não é tão
imediata, sendo por isso importante observar as aves com atenção.
Como critério auxiliar de identificação, note-se que o pardal-espanhol se distribui sobretudo pela metade
interior do território e só muito raramente ocorre em edifícios.

Abundância e calendário
Está presente em Portugal durante todo o ano, mas a sua distribuição não é constante. Durante a época de
nidificação pode ser visto sobretudo no interior centro e sul, sendo localmente muito abundante,
particularmente na Beira Baixa e em certas zonas do Alentejo. As suas colónias, situadas principalmente em
árvores e ninhos de cegonha-branca, são compostas por dezenas ou centenas de ninhos e encontram-se
em actividade de Abril a Junho. No Inverno o pardal-espanhol ocorre igualmente nalgumas zonas húmidas
do sul do território.
Onde observar

Por ser mais abundante no interior do país, o pardal-espanhol é incomparavelmente mais fácil de
encontrar nessa região, especialmente a Beira Baixa e o Alentejo. Vale a pena inspeccionar os
ninhos de cegonha-branca, que muitas vezes servem de suporte a colónias de pardais-
espanhóis.

Beira interior Na época de nidificação os melhores locais para observar o pardal-
espanhol são o Tejo Internacional e a zona de Segura. Também ocorre regularmente junto
à albufeira de Santa Maria de Aguiar e à albufeira da Marateca.

Lisboa e Vale do Tejoraro nesta região, durante a passagem observa-se por vezes no
cabo Espichel e nas lezírias da Ponta da Erva.

Alentejo o norte alentejano (particularmente a zona de Nisa e a Barragem da Póvoa) e a
região de Castro Verde são os locais mais favoráveis à observaçao deste pardal. Outros
locais onde ocorre regularmente são a região de Elvas, a zona de Mourão e a vizinha
albufeira de Alqueva e ainda a zona de Ourique, junto à Barragem do Monte da Rocha. No
Inverno observa-se no estuário do Sado e na zona de Marvão. Também ocorre
regularmente junto à lagoa dos Patos.

Algarve No Inverno, o pardal-espanhol também ocorre em certas zonas húmidas junto à
costa, por exemplo na reserva de Castro Marim e na Ria de Alvor. Na migração outonal já
foi registado junto ao Cabo de São Vicente.
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