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Rabirruivo-de-testa-branca
Phoenicurus phoenicurus
O canto assobiado do rabirruivo-de-testa-branca é geralmente o primeiro sinal da presença desta colorida
ave. Devido às características do meio que frequenta e ao hábito de pousar na copa das árvores, é mais
frequentemente ouvido que visto.
Identificação
Do mesmo tamanho que o rabirruivo-preto. Os machos distinguem-se facilmente pelas partes inferiores
avermelhadas, contrastando com as faces pretas e a testa branca. A fêmea é mais acinzentada, com tons
mais claros que a fêmea de
rabirruivo-preto.

Abundância e calendário
As dificuldades de observação do rabirruivo-de-testa-branca em meio florestal denso contribuem para
transmitir uma impressão de escassez. Contudo, este rabirruivo é relativamente comum nalgumas zonas,
particularmente no Alentejo. Pode ser visto em zonas de sobreiros, carvalhos e, principalmente,
castanheiros. Em certas zonas da Beira interior ocorre também em aldeias. É uma espécie estival, que
aparece geralmente em finais de Março e está presente no território até Setembro, havendo ainda
passagem em Outubro.
Onde observar

É preciso ter bastante paciência para conseguir ver bem esta espécie. Aqui ficam alguns locais
onde a sua observação e mais fácil.

Entre Douro e Minho raro nesta região.

Trás-os-Montes – o melhor local para observar esta espécie é a serra da Coroa.

Litoral centro – raro nesta região.

Beira interior – pouco comum e com uma distribuição fragmentada, pode ser visto
localmente na serra da Estrela e na zona do Sabugal. Mais para sul, ocorre na zona de
Mação e Vila de Rei.

Lisboa e Vale do Tejonidifica na parte mais oriental da região e pode ser visto nas
zonas de Coruche e Chamusca. Durante as passagens observa-se também no cabo
Espichel.

Alentejotem uma distribuição ampla e é relativamente frequente nas zonas mais
densamente florestadas. É particularmente  frequente no norte alentejano, podendo ser
visto com facilidade em Santo António das Areias (Marvão), na região de Castelo de Vide,
na serra de São Mamede e na área da barragem de Montargil. Mais para sul, ocorre na
zona de Cabeção, na ribeira do Divor e na serra de Grândola.

Algarvedurante a época reprodutora pode ser observado na serra do Caldeirão. Na
passagem migratória outonal surge com regularidade junto à costa, nomeadamente na
ria de Alvor e no cabo de São Vicente.
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