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Pardela das Baleares
Puffinus mauretanicus
Apesar da sua pequena dimensão, a capacidade de voo e de enfrentar condições climatéricas adversas são
soberbas. Daí que seja imperdível observar os constantes voos desta pardela em frente às nossas costas,
onde se podem aglomerar em bandos de dimensão considerável.
Identificação
Esta é uma pardela de pequenas dimensões, rechonchuda, de tonalidade castanha escura, normalmente
com abdomén e asas pálidas. Existe alguma variação de tons de plumagem dentro desta espécie, podendo
ir do quase totalmente escuro (semelhante a uma
pardela-preta, embora esta seja de maiores dimensões)
a plumagens semelhantes a uma
pardela-sombria. No entanto, nunca apresenta o padrão preto e branco
desta última, sendo de um castanho mais esbatido que se prolonga pelos flancos e peito, e também pelas
infra-caudais. É uma espécie sobretudo costeira, que segue facilmente os navios pesqueiros, podendo
formar bandos de algumas centenas de exemplares, sendo raramente observada isoladamente.

Abundância e calendário
Esta espécie é mais comum fora da época de reprodução, entre Julho e Fevereiro. O melhor período de
observação decorre entre Setembro e Janeiro, quando uma parte significativa da população passa pela
costa portuguesa.
Onde observar

Dada a sua enorme mobilidade durante o ciclo de vida esta pardela está presente em todas as
alturas do ano junto à costa portuguesa, variando bastante as quantidades observadas. Tal como
as restantes aves marinhas, a observação fica facilitada durante a execução de saídas pelágicas.

Entre Douro e Minho – ocorre regularmente ao longo de todo o litoral desta região, sendo
os melhores locais de observação a foz do Cávado e o Cabedelo (estuário do Douro), já
que é habitual ocorrerem bandos frente a estes pontos.

Litoral centro esta é uma das melhores regiões para observar a espécie,
especialmente frente à praia do Furadouro, barra de Aveiro e cabo Mondego. Também
frente ao cabo Carvoeiro, pois ocorre frequentemente em passagem.

Lisboa e Vale do Tejo o cabo Raso é sem dúvida o melhor local de observação.
Também pode ser uma espécie numerosa frente ao cabo Espichel e à costa do Estoril.

Alentejo – pouco frequente no litoral desta região, pode ainda assim ser observada frente
ao cabo Sardão.

Algarveo cabo de Sao Vicente é o melhor local para detectar esta espécie. Ocorre
também frente ao cabo de Santa Maria, à ponta da Piedade e à ria de Alvor.
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