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Barragem da Póvoa
Por fim chega-se ao paredão da barragem - o melhor local de estacionamento fica do lado nascente do
paredão, junto aos enormes eucaliptos. Este é um sítio privilegiado para observar o
mergulhão-de-crista,
que é uma presença constante nesta albufeira (ocasionalmente chegam a ver-se, no Inverno, até 20
indivíduos). Os rochedos ao longo da margem servem geralmente de pouso ao
corvo-marinho-de-faces-
brancas e à garça-real, enquanto que a andorinha-das-rochas voa frequentemente junto ao paredão,
procurando os insectos de que se alimenta. Os quatro enormes eucaliptos servem de suporte a ninhos de
cegonha-branca, por baixo dos quais há uma pequena colónia de pardal-espanhol. Este é também um bom
local para observar a
andorinha-dáurica na Primavera. Os estorninhos-pretos sao frequentes nas
imediações.

Uma pequena estrada desce, por entre o arvoredo, até à base do paredão, onde a vegetação se adensa e
forma uma galeria ripícola ao longo da ribeira. Aqui ocorre habitualmente o
pisco-de-peito-ruivo (que é pouco
comum no Alentejo durante a epoca de reprodução), bem como diversas outras espécies típicas de zonas
ripícolas, tais como o
rouxinol-comum, a carriça, o rouxinol-bravo e a felosa-poliglota. O canto do papa-figos
pode ouvir-se neste local durante os meses de Maio e Junho.

O percurso de regresso pode ser feito pelo lado oriental da barragem, usando a estrada M525 que liga
Povoa e Meadas a Castelo de Vide. Prossegue-se então até ao próximo cruzamento e vira-se à direita,
virando novamente à direita no cruzamento seguinte. A estrada prossegue agora por carvalhais bem
desenvolvidos, que são frequentados pela
pega-azul. Nesta zona ocorrem também algumas aves de rapina,
como a
águia-cobreira e a águia-d'asa-redonda.


Melhor época: Março a Junho

Distrito: Portalegre
Concelho: Castelo de Vide
Onde fica: no norte alentejano, cerca de 10 km a noroeste de Castelo de Vide e 25 km a norte de Portalegre.
Partindo de Castelo de Vide, toma-se a N246 para oeste em direcção a Alpalhão. Depois de passar o
cruzamento com a estrada para Portalegre, vira-se à direita pela estrada municipal 1007, seguindo a
indicação de “Barragem da Póvoa”.


Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
Enquadrada por blocos de granito e carvalhais de carvalho-negral, esta
barragem situa-se numa zona especialmente rica e com uma envolvente
de grande beleza. Contrariamente a outras barragens do Alentejo, a
barragem da Póvoa não costuma atrair um grande número de patos,
mas é um local excelente para observar o
mergulhão-de-crista e as
zonas envolventes oferecem um excelente leque de espécies
nidificantes.
Visita:
A zona a visitar compreende o paredão, a albufeira e os terrenos envolventes da barragem.

A estrada 1007 atravessa inicialmente alguns terrenos agrícolas, que são habitualmente frequentados pela
pega-rabuda e pela cotovia-montesina - esta última pousa frequentemente nos muros junto à estrada. O
trigueirão é frequente nos campos envolventes, que são igualmente frequentados pela codorniz e pelo
alcaravão. No início da Primavera, esta é um bom local para observar o cuco-rabilongo. Ao longo da estrada
há pequenas manchas de giesta, onde ocorre a
toutinegra-tomilheira. Junto aos pequenos eucaliptais é
possível ouvir, ao crepúsculo, o canto do
noitibó-de-nuca-vermelha. Durante os meses de Inverno podem
ser vistos pequenos bandos de
pardal-espanhol e alguns abibes.

Um pouco mais adiante, surge a
ponte sobre a Ribeira de Nisa - aqui é possível estacionar do lado
esquerdo, cerca de 100 metros antes da ponte, prosseguindo a pé até ao tabuleiro, a fim de prospectar as
margens ribeira. O nível de água nesta ribeira é muito variável e em anos secos apenas se vê uma linha de
água enquanto que noutros o plano de água da barragem chega até aqui. Este local é especialmente
interessante no Inverno, época em que é frequente observar-se a
narceja-comum, o maçarico-bique-bique e
a
petinha-ribeirinha.  (quando o nível de água está muito baixo, estas aves apenas são observáveis cerca de
1 km mais adiante, junto ao plano de água). Outras espécies que habitualmente ocorrem junto à ponte
incluem o
guarda-rios e a andorinha-das-rochas.

A estrada prossegue ao longo da margem esquerda da albufeira, havendo diversos pontos de paragem e
caminhos de terra para a direita, que permitem observar os vários recantos do plano de água, que permitem
geralmente ver o
mergulhão-de-crista, bem como o corvo-marinho-de-faces-brancas, o pato-real, a
garça-branca-pequena e a garça-real., para além das limícolas  já referidas. Durante a Primavera e o Verão,
o borrelho-pequeno-de-coleira e uma presença regular ao longo das margens, o
milhafre-preto pode ser
visto a voar sobre a albufeira e a
águia-calçada também é vista com frequência.

De um lado e de outro da estrada começam a surgir carvalhais, que são frequentados pela
trepadeira-comum, pela trepadeira-azul e, na Primavera, e pelo picanço-barreteiro.
Junto à ponte sobre a ribeira de Nisa ocorrem habitualmente a alvéola-cinzenta e a andorinha-das-rochas
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