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Albufeira do Maranhão
A Barragem do Maranhão, construída sobre a ribeira de Seda, é uma das
maiores do norte alentejano. Embora sem a riqueza ornitológica das
vizinhas albufeiras de Montargil e do Caia, esta barragem é bastante fácil
de explorar e permite realizar algumas observações interessantes. Aqui
ocorre uma das maiores concentrações de milhafres-pretos do Alentejo.
Visita:
A melhor forma de explorar a Barragem do Maranhão consiste em usar as pontes como locais de
observação. Estas pontes são em número de seis e permitem obter uma boa perspectiva sobre a albufeira.

A vila de
Avis serve de ponto de partida para explorar a albufeira. Logo à saída da vila, na direcção de Ponte
possível observar o
milhafre-preto, a andorinha-das-rochas e diversas espécies de garças. A rola-turca pode
geralmente ser ouvida a cantar nas imediações.

Prosseguindo para norte, ao longo da N370, ao fim de 6 km surge a ponte de
Benavila, junto à localidade
com o mesmo nome. Logo após a ponte, vê-se a capela de Nossa Senhora de Entre Águas, onde é possível
estacionar e observar a albufeira. Neste local, para além dos ubíquos
milhafres-pretos, que por vezes voam
a baixa altura sobre a ponte, e das
andorinhas-dos-beirais, que nidificam sob a mesma, merece referência
o
pardal-espanhol, que nidifica nos plátanos ao longo da estrada, mesmo em frente à capela. Continuando
pela N370, alguns km mais adiante deve virar-se à esquerda pela estrada municipal que segue na direcção
de Valongo, surgindo então uma nova ponte (denominada Ponte de Pedrógão). Neste local pode ver-se o
mergulhão-de-crista, bem como a garça-real e o já habitual milhafre-preto.
localidade de Ervedal. Aqui existe uma curiosa ponte suspensa
(que parece uma miniatura da Ponte 25 de Abril, em Lisboa). Os
pilares da ponte servem de suporte a dois ninhos de
cegonha-branca. Os milhafres-pretos são também uma
presença constante neste local e os
patos-reais também
costumam frequentar o local. Olhando para nascente, é
geralmente possível ver ao longe uma colónia de garças,
implantada em árvores sobre a albufeira. Continuando para
leste ao longo da N243 e virando à esquerda na direcção de
Figueira e Barros, surge a sexta ponte, que é frequentada pela
andorinha-das-rochas e pela andorinha-dáurica. Ao longo da
ribeira existe vegetação arbustiva, podendo o
rouxinol-comum
ser ouvido a cantar.

Sugere-se ainda uma visita ao
paredão da barragem. Para isso
deve tomar-se a estrada N370 para sul, em direcção a Arraiolos,
virando depois à direita 7 km depois pela N370-1, que conduz ao
paredão. Neste local o vale torna-se bastante encaixado e os
afloramentos rochosos são imponentes. A
andorinha-dáurica e
a
andorinha-das-rochas voam frequentemente junto ao paredão,
enquanto que nas zonas florestais envolventes é possível ver e
ouvir o
tentilhão-comum, a escrevedeira-de-garganta-preta e a
felosa-ibérica.
Distrito: Portalegre
Concelho: Avis
Onde fica: No Alto Alentejo, estendendo-se para norte, leste e sudoeste da vila de Avis, que pode ser usada
como base para exploração.


Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
A ponte da EN 244 vendo-se o plano de água da albufeira e, ao fundo, a vila de Avis
A curiosa ponte do Ervedal,
com os seus ninhos de cegonha-branca
Junto à Ponte de Pedrógão, a paisagem é dominada por azinhal disperso
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