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Garajau-comum
Sterna sandvicensis
O garajau é um mergulhador exímio, surpreendendo a rapidez com que detecta e se lança na captura de um
peixe a partir de alguns metros de altura.
Identificação
É uma das maiores espécies do género Sterna, só sendo superada em tamanho pelo garajau-grande. Em
plumagem de Verão, possui também um barrete preto que cobre a cabeça até aos olhos, asas
cinzento-prateado, e corpo no geral branco. Distingue-se pela combinação de bico comprido, escuro com
ponta amarela, e patas curtas e pretas. Durante o Inverno, a testa fica esbranquiçada. Tal como os seus
parentes próximos, o voo é ondulado, e, quando em prospecção, aponta frequentemente o bico para baixo,
em busca de presas.

Abundância e calendário
O garajau-comum está presente no nosso território durante todo o ano, com maiores efectivos entre o final
do Verão e o Inverno. Assim, o período por excelência de observação desta espécie centra-se entre Agosto e
Fevereiro, período este em que estas aves podem ser vistas junto à orla costeira, nos estuários dos rios,
zonas portuárias e em zonas de ria.
Onde observar

O garajau pode ser visto em praticamente todas as zonas húmidas costeiras.

Entre Douro e Minho – pode ser observada no estuário do Cavado, ocorrendo também
noutras zonas húmidas como o estuário do Minho e o estuário do Lima.

Beira LitoralA ria de Aveiro e o estuário do Mondego são os melhores locais de
observação, assim como a Lagoa de Óbidos. Durante as passagens migratórias, pode
ser observada no cabo Carvoeiro. Esporadicamente surge na foz do Lis.

Lisboa e Vale do Tejoé regular no estuário do Tejo (aparece com frequência em
Corroios e na ribeira das Enguias) e na costa do Estoril, sobretudo durante o Outono e o
Inverno. Pode igualmente ser visto durante as passagens no Cabo Raso.

Alentejoobserva-se com relativa facilidade nos estuários do Sado e do Mira, e também
na lagoa de Santo André e na foz da ribeira de Moinhos.

Algarve nesta região pode ser observada em passagem no Cabo de Sao Vicente, e
embora os melhores locais de observação incluam o estuário do Arade, a ria de Alvor, a
ria Formosa e a reserva de Castro Marim (nestas zonas húmidas pode igualmente ser
vista, em pequenos números, durante o Inverno).
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