avesdeportugal.info
© avesdeportugal.info - Todos os direitos reservados. Desenvolvido por CiberAjuda.com
Estorninho-preto
Sturnus unicolor
Um dos cenários mais reconhecíveis da nossa avifauna engloba a presença dos estorninhos-pretos em
antenas de televisão. Esta é uma alusão à sua abundância em zonas humanizadas, onde pode ser
facilmente detectado.
Abundância e calendário
Relativamente bem distribuido ao longo do território, pode ser
localmente abundante junto a algumas localidades. Trata-se de
uma espécie endémica da Península Ibérica e do sul de França,
residente, e por isso observável durante todo o ano.
A partir do final do Verão podem ser observados bandos que
reúnem dezenas ou mesmo centenas de indivíduos.
Onde observar

Fácil de observar sobretudo devido à proximidade com que se associa a ambiente urbanos.
Também é comum em zonas de montados e planicies agricultadas, sobretudo as de sequeiro.

Entre Douro e Minhofacilmente observavel em locais como os estuários do Minho e do
Cávado e na veiga da Areosa, onde é uma espécie comum. Também ocorre na serra da
Peneda.

Trás-os-Montescomum nesta região, sobretudo em localidades de pequena e média
dimensão, sendo mais provável a detecção em locais como em Miranda do Douro, nas
serras da Coroa, de Montesinho, do Gerês e do Alvão, em Barca d’Alva e no baixo Sabor.

Litoral centro o baixo Mondego e a ria de Aveiro, são dos melhores locais para a
observação da espécie, assim como o cabo Carvoeiro e a lagoa de Óbidos. Ocorre ainda
na serra de Aire e em São Martinho do Porto. Tal como nas restantes regiões, é comum
junto às localidades.

Beira interiorfrequenta sobretudo os centros urbanos e as localidades de pequena e
média dimensão, podendo também ser visto no Tejo Internacional, em Segura, na
albufeira da Marateca, na albufeira de Vilar, em Celorico da Beira, em Vilar Formoso e nas
aldeias da serra da Gardunha e da zona do Sabugal.

Lisboa e vale do Tejocomum na cidade de Lisboa, pode ser também observado no
Parque do Tejo e no vizinho estuário (tanto nas lezírias da Ponta da Erva como nas salinas
de Alverca e na zona de Pancas). Ocorre também na costa do Estoril e na serra de Sintra,
sendo bastante comum junto às localidades da zona Oeste. No cabo Espichel é
particularmente abundante durante o Inverno. Também pode ser visto junto à lagoa da
Salgueirinha, no paul da Barroca e no paul do Boquilobo.

Alentejofácil de detectar em localidades como Évora e Elvas, assim como nas zonas de
Alter do Chão e Castelo de Vide, na barragem da Póvoa, na zona de Marvão e no estuário
do Sado. Já metade sul desta região, é comum na zona de Mértola, da Mina de São
Domingos e de Castro Verde, assim como junto ao cabo Sardão. Ocorre ainda nas zonas
de Moura e Mourão, onde é especialmente abundante.

Algarvea sua presença faz-se sentir especialmente junto à faixa litoral, nomeadamente
no cabo de São Vicente, na Ponta da Piedade e no Ludo. Ocorre também na reserva de
Castro Marim, no estuário do Arade e na ria de Alvor, e ainda junto às localidades desta
região.
Identificação
Embora se trate de uma espécie facilmente reconhecível, o estorninho pode ser confundido com o
melro-preto. Apresenta, tal como este último, o bico amarelado e o corpo escuro, embora a cauda seja mais
curta, a postura mais erecta; distingue-se pelas patas rosadas pelos e tons esverdeados brilhantes no
corpo, que é simultaneamente mais compacto. No Inverno, apresenta pintas claras ao longo do corpo,
tornando a sua distinção face ao
estorninho-malhado bastante difícil. Ainda assim, o aspecto geral desta
ave face à sua congénere é sempre mais escuro. Os juvenis são castanhos.
Fatbirder's Top 1000 Birding Websites